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sexta-feira, setembro 28, 2007

Gipsy Jazz Nucléaire

Buenas!
Depois de um sumiço tão grande que já tinha até virado desistência, volto - computador recuperado - pra trazer pra vocês "uma saudade feliz de Paris".

Acontece que, desde a reabilitação do meu pc tenho baixado quase que só gipsy jazz ou swing. Pois bem, os clássicos vieram e de repente... bandas atuais!

Pois é. Existem bandas novas fazendo gipsy jazz, criando, misturando, muito mais do que se faz no jazz-jazz (aquele que você escuta e afirma, sem a menor sombra de dúvida, que é jazz). Parece que no tédio da vida "pós"-moderna procura-se o menos óbvio pra fugir da mesmice, é claro, daí o gosto pelo swing. Afinal, que tipo de gente ouve swing?! Sinceramente, além de mim mesma não conheço ninguém que fique escutando swing como se fosse algo normal. Bem, Jazz talvez, mesmo não sendo o negócio dela (ainda bem, imagine se escutássemos as mesmas coisas?).

Mas enfim, pra quem é desse tipo de gente, ou pra quem quer se tornar um pouco menos sã(o), recomendo o swing em altíssima concentração e nas misturas mais inusitadas. E slainté!


O trio Les doigts de l'homme surge na França em 2002. A formação original era Olivier Kikteff na guitarra solo, Tanguy Blum nos baixos e Yann Castel na guitarra rítmica. Em 2003 lançam o primeiro disco "...dans le monde" e, em 2004, partem em turnê de 70 datas pela frança. Na nova formação, Marc Laverty nas guitarras de base. Neste disco quem toca é ele, mas neste ano entrou em seu lugar um novo guitarrista cujo nome ainda não descobri.

O site da banda vale a pena. É bonito, prático e tem música de fundo não-irritante e facilmente desligável (música de fundo em site é uma coisa que costuma me tirar do sério). Só um porém: é em francês e não existe por aí muito boa informação sobre a banda em outra língua.
Outro site que aconselho é o Django Station, com tudo o que há pra se saber de gipsy, manouche e maravilhas do tipo. Também em francês.

Sem mais enrolação, baixem e ouçam. Não tem como falar do disco e não estragar a surpresa.

Até.

Gipsy Jazz Nucléaire
1.métal hurlant
2.le boléro
3.el camino de lan plufur
4.mossieur ducon
5.la muchedumbre


link

ouvindo: Imitosis - Andrew Bird

Fiquem aí com uma prévia que é, ao mesmo tempo, "uma saudade feliz de Paris".


http://youtube.com/watch?v=gt7fuzgYrc4

sexta-feira, maio 04, 2007

Les Amis de ta Femme + Inner Terrestrials

Buenas!

Recuperada da Virada Cultural (limpa, descansada e com outra roupa) trago pra vocês no meu programa preferido - o Dose Dupla não precisa necessariamente fazer sentido - duas belezinhas que me encontraram há uns poucos tempos.

Antes de mais nada, um pouco de swing.

Les Amis de ta Femme surgiu pra mim num desses arquivos compactados que a gente baixa meio que por inércia. Chamava-se Le meilleur du ska français e entre outras maravilhas (Les Lutin Geants por exemplo) encontrei eles. Depois, numa outra coletânea de e-mule, Vent Libertaire, lá estavam eles de novo. Aí baixei o álbum.

A banda surgiu em 1996, em Nancy. Formada por David Vincent na guitarra e vocal, Frankoué também na guitarra e Kraspek, vocal e "contrebassine" que é baixo com uma corda e um cabo de vassoura (qualquer um com uma explicação melhor deixe um comentário que eu mudo aqui).

Esse ábum, Lave-toi la bouche é de 2000 e recomendo pricipalmente as faixas 3 e 4.

1.ragounassse

2.groupe de garçons

3.ploum ploum tralala

4.marie-odile

5.cayenne

6.le miracle de l'amour

7.marée basse

8.

9.diguidig dondon

10.le tango du viagra

11.vaurien

12.hoch-cul

*

Essa banda surgiu na minha vida por culpa do Josimas, pelo menos que eu me lembre. Ele queria me mostrar a banda de ska que ele gostava, a do cara da voz sexy. Eu lembro que nem prestava muita atenção e quando percebi ele me olhava com uma cara de quem já sabia de tudo. "A voz desse cara é foda né?!"

A Inner Terrestrials surgiu em 1994 em Londres. Em 1996, a banda formada por J (vocal e guitarra), Fran (baixo e vocais) e Paco(baterista, do Conflict). O som é uma mistura de punk rock, ska, dub e reggae. Bem dosado, cheio de skazisses, junto às letras de protesto e à voz deliciosa... É imperdível.

1.squatter's rights

2.outside

3.earth must

4.criminals

5.free the land

6.burning bridges

7.white nightmare

8.ktb

Fico por aqui, aproveitem!

Nesta quinta-feira, 10/05, o cineA apresenta:
Terra e Liberdade

N'O Germinal. R. 13 de maio, 367, Bixiga.
É de grátis.

ouvindo: Stiff Little Fingers "Flags & Emblems" ( baixei a discografia e estou feliz da vida!)

quarta-feira, janeiro 31, 2007

REPOSTAGEM - Andrew Bird's Bowl of Fire

Buenas!

A princípio violinista solo, Andrew Bird juntou-se com a banda Bowl of Fire pra produzir estes três maravilhosos álbuns.
O primeiro, Thrills(1998), lembra muito das antigas orquestras de swing/jazz do começo do século. É um albúm fantástico! Muito mais "clássico" no swing, Thrills nos lembra os grandes nomes dos anos 40, mas ainda sem muita cara de jazz.
O segundo, Oh! The Grandeur!(1999), ainda segue essa linha, mas pra alguma coisa mais próxima do gipsy-swing de Django Raihardt, tudo com numa atmosfera de fumaça densa de cigarros em algum lugar subterrâneo, em algumas horas alegre, em outras afogando as mágoas num copo suspeito.
Por último, The Swimming Hour(2001) traz tudo de rock e soul que os outros não mostravam. Em muitas das faixas Andrew Bird troca o violino pela guitarra, sempre em boa hora. O disco é perfeito pro mês que estamos, tem um ar de verão e é um perigo pra quem tem uma inclinação a querer largar tudo e cair na estrada. A penúltima faixa é eletrizante, tudo culpa da belíssima bateria.
Initially as a violinist, Andrew Bird joined the band Bowl of Fire, after leaving Squirrel Nut Zippers (that’s why both bands have similar tones), to produce these three wonderful albums.The first album, Thrills (1998), reminds the old swing/jazz orchestras from the beginning of the century. It’s a wonderful album! Thrills, much more to “classic” swing, reminds the greatest swing names from the 40s, but not having a jazz approach.The second album, Oh! The Grandeur (1999), followed the musical characteristics of the 1st album, but having something that comes a little closer to the gypsy-swing of Django Raihardt – all within a heavy atmosphere of cigarette smoke somewhere underground, sometimes happy, sometimes drowning the sorrows.And the third and last album, The Swimming Hour (2001) presents all the rock and soul missing in the other two albums. In some tracks, Andrew Bird shifts from violin to guitar, always in the right time. The album is perfect for this month - it has a summer atmosphere and is dangerous for those willing to leave all behind and go on a trip. The second last track is thrilling, all due to the stunning guitar.

The Bowl of Fire:
Kevin O'Donnell - bateria e percussão (drums and percussion)
Colin Bunn - guitarra (guitar)
John Hirsch - baixo (bass)
Nora O'Connor - vocal

Slainté!



Thrills
1. Minor Stab
2. Ides of Swing
3. Glass Figurine
4. Pathetique
5. Depression - Pasillo
6. 50 Pieces
7. Woman's Life and Love
8. Swedish Wedding March
9. Eugene
10. Gris-Gris
11. Cock o' the Walk
12. Nuthinduan Waltz
13. Some of these Days

depositfiles
badongo
Oh! The Grandeur!
1. Candy Shop
2. Tea and Thorazine
3. Wishing for Contentment
4. Wait
5. The Idiot's Genius
6. Vidalia
7. Beware
8. Dora Goes to Town
9. Feetlips
10. And so...
11. Coney Island Shuffle
12. Respiration
13. (What's Your) Angle?
14. The Confession
15. Beware Reprise

depositfiles
badongo

The Swimming Hour
1. Two Way Action
2. Core and Rind
3. Why?
4. 11:11
5. Case in Point
6. Too Long
7. Way Out West
8. Waiting to Talk
9. Fatal Flower Garden
10. Satisfied
11. Headsoak
12. How Indiscreet
13. Dear Old Greenland

depositfiles
badongo

Além destes, Andrew Bird gravou mais oito álbuns. Pra quem gostou do que ouviu, aconselho The mysterious production of eggs, solo de 2005.
Besides these albums, Andrew Bird recorded other eight albums. For those who liked, I suggest The mysterious production of eggs, solo from 2005.
http://www.andrewbird.net/

ouvindo Premeditando o Breque - São Paulo, São Paulo
listening to Premeditando o Breque

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Djangology (1948)

Buenas!

Nesta quarta feira chuvosa e de muita tosse, uma boa dose de swing pra esquecer um pouco do calor pegajoso de concreto que a cidade tem nos providenciado.

Belga, Nascido em 1910, Jean Baptiste "Django" Reinhardt cresceu em acampamentos de ciganos bascos próximos de Paris, e desde sempre tocou banjo, violino, bandolin e... guitarra! Pequeno já tocava profissionalmente nos salões de baile parisienses, e foi voltando de um destes, aos 18 anos que provocou um incêndio em sua carroça. No incêndio, Django perdeu o movimento de dois dedos da mão esquerda e da perna, por isso os acordes tão complicados e a rapidez das mãos, afinal com dois dedos a menos foi preciso reinventar todo seu método.

Gravou com monstros do jazz e do swing como Sthéphane Grapelli(violinista formidável), Coleman Hawkins, Benny Carter, Rex Stewart e Louis Armstrong. Morreu em 1953, aposentado, depois de ter voltado à vida cigana. Deixou um conjunto fascinante de sons floridos, noturnos e embriagados - os vapores das suas e das nossas noites varadas - muitíssimo bem representado nesta Djangologia.

Divirtam-se.


Djangology (1948 - rem. 2002)

1.minor swing
2.beyond the sea
3.bricktop
4.honeysuckle
5.heavy artillery
6.djangology
7.after you've gone
8.ou es-tu, mon amoure
9.i saw stars
10.lover man
11.menilmontant
12.swing42

l i n k s :
b a d o n g o
m o o l o a d

ouvindo "Nicotina", "Chernobil" e "Festa Punk" dOs Replicantes; "Town Called Malice", The Jam

dica 1: http://www.timbiskup.com
dica 2: http://thetoursohow.com

Obs.: No caso do seu computador se rebelar contra você com uma certa frequência N Ã O S E D E S E S P E R E ! Aprenda a enganar seu computador em duas situações muito comuns no mundo maravilhoso do mp3 pirata.

1. Se ele se recusar a fazer mais de um download de sites como Rapidshare, etc.

Clique em Ferramentas, na barra de navegação do IExplorer, depois em Geral clique em Excluir Cookies. Exclua os Cookies, de OK e tente novamente. Os Cookies são registros que os sites deixam no seu computador quando, por exemplo, o site só permite um dwnload por dia pra contas gratuitas.

2. Se o seu RAR se recusa a deixar você arrastar as músicas que acabou de baixar pra pasta que você quer.

Na janela do RAR, clique em Opções e em Definições. Em Definições clique em Caminhos e copie o endereço da pasta de arquivos temporários (é o primeiro, de cima pra baixo). Abra qualquer janela, cole o endereço na barra de endereços e abra a pasta.
Clique duas vezes em cada música do RAR. Não importa aonde eleas toquem, elas sempre serão armazenadas nessa pasta. Atualize a pasta e aí sim, arraste os arquivos pra onde você quiser.

"Veja como é simples!"

sexta-feira, agosto 18, 2006

Big Bad Voodoo Daddy - Interscope (1998)

Buenas!

Fechando a semana em grande estilo com Big Bad Voodoo Daddy, para o deleite dos quadris que nos lêem. Neste álbum um dos grandes clássicos do swing numa interpretação deliciante. Minnie the Moocher, faixa 4, foi gravada originalmente nos anos 30 por ninguém menos que Cab Calloway. Mais tarde (mas nem tanto) foi tema de uma série da Betty Boop.

Ouçam, aproveitem e divirtam-se, porque sexta feira é bom até quando é ruim!



















1.The Boogie Bumper
2.Mr. Pinstripe Suit
3.King Of Swing
4.Minnie The Moocher
5.You & Me & The Bottle Makes 3 Tonight (Baby)
6.Jump With My Baby
7.Maddest Kind Of Love
8.Go Daddy O
9.Please Baby
10.Mambo Swing
11.Jumpin' Jack
12.So Long-Farewell-Goodbye

b a i x a r

slainté!