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domingo, junho 17, 2007

Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Zimbo Trio e Época de Ouro(1968)

Buenas!


Odeio domingos. Domingos são o meu consenso com o resto do mundo, porque acho que boa parte das pessoas odeia domingos, perdendo só pras segundas-feiras. O-D-E-I-O domingos.

Não é que eu não goste dessa melancolia, mas a tristeza de domingo tem qualquer coisa irritante, talvez a repetição e a certeza de que vai ser igual ao último.


Acho que posso contar nos dedos os bons domingos que tive na vida. Domingo é dia de fossa, mesmo que não se tenha motivo. E se repete. Insiste em se repetir. Uma vez por semana. TODAS as semanas.


É nesse dia que baixam aquelas tristesas chorosas e inexplicáveis, aquelas que você tenta pôr na conta da ressaca, do frio, do calor, da gripe, mas na verdade todo mundo sabe o que é isso. É tristeza de domingo.


Por isso, reciclando um post há muito abandonado, lindas canções chorosas pra vocês neste domingo.


Até.

Ao vivo no teatro João Caetano (1968)

1.Suite Elisetheana (Sucessos de Elizeth): Canção de amor (Chocolate-Elano de Paula)/Nossos momentos (Luiz Reis-Haroldo Barbosa)/Apelo (Baden Powell-Vinicius de Moraes)/Consolação (Baden Powell-Vinicius de Moraes)
2.Cidade vazia(Luiz Fernando Freire - Baden Powell)
3.Derradeira primavera(Vinicius de Moraes - Tom Jobim)
4.Ginga Muxique(Hermínio Bello de Carvalho - Maurício Tapajós)
5.Nossos momentos(Luiz Reis - Haroldo Barbosa)
6.É luxo só(Ary Barroso - Luiz Peixoto)
7.Nós e o mar(Roberto Menescal - Ronaldo Bôscoli)
8.Mundo melhor(Vinicius de Moraes - Pixinguinha)
9.Estrada branca(Vinicius de Moraes - Tom Jobim)
10.Serenata do adeus(Vinicius de Moraes)
11.Tem dó(Baden Powell - Vinicius de Moraes)
12.Murmurando(Mário Rossi - Fon-Fon)
13.Noites cariocas(Jacob do Bandolim)
14.Mulata assanhada(Ataulfo Alves)
15.Inocência(Luiz Bittencourt - Jacob do Bandolim)
16.Foi numa festa(Jacob do Bandolim)
17.Jamais(Luiz Bittencourt - Jacob do Bandolim)
18.Barracão(Oldemar Magalhães - Luiz Antônio)



-> não acha o link clica no disco beibe.



Obs.: Aproveitem o dia hoje pra se recuperar, que quarta feira tem festa! E quarta feira é um dia ótimo!







Pra entrar de graça é só mandar os nomes pra notas.agudas@yahoo.com.br . Os flyers também dão acesso VIP à festa e já estão sendo distribuídos por aí.

Se com tudo e com tudo você não conseguir um flyer e nem colocar seu nome na lista (vai saber por que) a entrada é só R$5.

terça-feira, setembro 26, 2006

Caetano e Gil - Tropicália 2

Buenas!

Celebrando um dia de grandes, e boas, mudanças, e pela talvez partida de Marcello (Marcello é meu violoncelo, ou era), um disco formidável que junta tudo numa obra só. Inclusive as duas idades que se dividem. Em homenagem ao seu primeiro Tropicália, quando tinham 25 anos cada, Caetano e Gil fizeram essa capa, uma fusão das imagens dos dois e das idades, 50 e 50, que divididas voltam a ser 25.
Pirações à parte, o álbum começa com uma das melhores letras escritas em conjunto por esses dois, tão boa - e apropriada/atual etc, até como crítica ao compositor que parece ter se esquecido de boa parte disso tocando na inauguração de um novo megacondomínio, que desapropriou uma imensa comunidade do terreno invadido no real parque/morumbi/panamby ou adjacências - que eu vou até deixar a letra aqui.
Até.

Haiti
(Caetano Veloso / Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil)
Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São PauloDiante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

Ouçam. Desfrutem. Absorvam.

1.Haiti
2.Cinema novo
3.Nossa gente
4.Rap popcreto
5.Wait until tomorrow
6.Tradição
7.As coisas
8.Aboio
9.Dada
10.Cada macaco no seu galho (Cho chuá)
11.Baião atemporal
12.Desde que o samba é samba

l i n k

domingo, julho 09, 2006

Jorge Ben - Samba Esquema Novo (1963)

Esse não precisa de comentários.
Primeiro álbum do homem.



















1. Mas, que nada
2. Tim dom dom
3. Balança pema
4. Vem morena, vem
5. Chove chuva
6. É só sambar
7. Rosa, menina Rosa
8. Quero esquecer você
9. Uala ualalá
10. A tamba
11. Menina bonita não chora
12. Por causa de você, menina

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divirtam-se.