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quinta-feira, dezembro 13, 2007

Aos 50.000 visitantes

Antes de comentar os álbuns, quero agradecer a todos as 50.000 visitas que tivémos nesse 1 ano de contador, convidás-los a conhecer a outra parte do nosso trabalho no Flickr Notas Agudas e ainda quero dedicar a vocês essas três pérolas brasileiras porque afinal NÓS SOMOS BRASILEIROS!!!

No quinto disco de Jorge Ben o Rio de Janeiro e o violão estão longe, lançado em 1967 o cenário é São Paulo e pela primeira o mestre grava guitarra nas suas músicas acompanhado pelo famoso “grupo de baile” The Fevers.
O nome do disco é algo a parte, Bidu era o nome do Karmann Ghia que Jorge Ben passeava com a galera no bairro do Brooklin, onde morava com Erasmo Carlos que compôs a faixa “Menina Gata Augusta”. Silêncio no Brooklin era o que os vizinhos costumavam gritar enquantos eles ensaiavam.
O disco é fino do começo ao fim, aliás que Jorge Ben dispensa grandes comentários, então aproveitem o que eu considero o seu lp mais undeground.

Jorge Ben (vocal, guitar)

THE FEVERS
Almir (vocals)
Liebert (bass)
Lecio do Nascimento (drums)
Pedrinho (guitar)
Cleudir (keyboards)
Miguel Plopsch (guitar)

01 - Amor de Carnaval (Jorge Ben)
02 - Nascimento de Um Príncipe Africano (Jorge Ben)
03 - Jovem Samba (Jorge Ben)
04 - Rosa Mais Que Nada (Jorge Ben)
05 - Canção de Uma Fan (Jorge Ben)
06 - Menina Gata Augusta (Jorge Ben / Erasmo Carlos)
07 - Toda Colorida (Jorge Ben)
08 - Frases (Jorge Ben)
09 - Quanto Mais Te Vejo (Jorge Ben "Jorge Benjor" / Yara Rossi)
10 - Vou Andando (Jorge Ben)
11 - Sou da Pesada (Jorge Ben)
12 - Si Manda (Jorge Ben)
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Sétimo e mais recente álbum do grupo Nação Zumbi, os caras chegam com fome mesmo e quem sai ganhando é a gente o resultado ficou muito bom.
Batidas, treme-terra, guitarras e vocais sincronizados, com letras instigantes se misturam criando uma atmosfera enérgica e pesada.
Destaco a última faixa “No Olimpo” - sem fazer sombra na melhor hora do sol - além do mais o projeto gráfico também ficou bem bonito.

01. Bossa Nostra
02. Infeste
03. Carnaval
04. Inferno
05. Nascedouro
06. Onde tenho que ir
07. Assustado
08. Fome de Tudo
09. Toda Surdez Será Castigada
10. A Culpa
11. Originais do Sonho
12. No Olimpo
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Lançado em 1971 pela gravadora Equipe, o disco é uma beleza do começo ao fim com sambas e partidos da melhor qualidade cantados pelo mestre Candeia.
Com todo disco sendo bom fica díficil destacar alguma ... mas a insana cuica de “Silêncio Tamborim” merece ser comentada e o samba-afrobeat “Saudação a Toco Preto” também!

01 - Filosofia do samba (Candeia)
02 - Vem é lua (Candeia)
03 - Silêncio tamborim (Anézio - Wilson Bombeiro)
04 - Saudade (Arthur Poerne - Candeia)
05 - A hora e a vez do samba (Candeia)
06 - Quarto escuro (Candeia)
07 - Vai pro lado de lá (Euclenes - Candeia)
08 - Saudação a Toco Preto (Candeia)
09 - De qualquer maneira (Candeia)
10 - Imaginação (Aldecy - Candeia)
11 - Minhas madrugadas (Candeia - Paulinho da Viola)
12 - Regresso (Candeia)
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... Bon Voyage!

ao som de Vibe - Afrodizz

quarta-feira, outubro 24, 2007

Partido Alto


Já que postei Samba de Roda - Candeia na segunda, achei interessante colocar também o documentário Partido Alto de Leon Hirszman que é muito bom, mostrando os fundos de quintais onde rolavam o melhores partidos, pagodes e feijoadas. Mestre Candeia dá uma verdadeira aula sobre o que é o verdadeiro partido alto, vale muito a pena assistir.
Com raízes na batucada baiana, o partido alto sofre variações porque, ao contrário do samba comprometido com o espetáculo, é uma forma livre de expressão e comunicação imediata, com versos simples e improvisados, de acordo com a impiração de cada um. Partido Alto é uma forma de comunhão, reunido sambistas em qualquer lugar e hora pelo simples prazer de se divertir.
(sinopse extraída do site porta curtas)

O documentário Partido Alto
Direção: Leon Hirszman
Elenco: Candeia, Manacéia, Paulinho da Viola
Ano: 1982
Duração: 22 min
Colorido
País: Brasil
ao som de Os Caras Querem - Wilson das Neves

segunda-feira, outubro 22, 2007

Samba de Roda


O grande partideiro Antônio Candeia Filho nasceu no dia 17 de agosto de 1935 no Rio de Janeiro, seu pai era tipógrafo, flautista e integrante da comissão de frente de escolas de samba. Quando criança no seu aniversário o pai promovia uma grande roda de samba para os amigos como Paulo da Portela, João da Gente Zé da Zilda, regada à feijoada e cachaça.
Aprendeu a tocar violão e cavaquinho e passou a participar das reuniões de sambistas na casa de Dona Ester. Também por essa época fez amizade com vários compositores como Luperce Miranda, passou a freqüentar também terreiros de candomblé, rodas de capoeira e a Escola de Samba Vai Como Pode, que deu origem a Portela.
Começou cedo a compor, o seu primeiro samba-enredo “Seis Datas Magnas” foi feito para a Portela em 1953, e a escola foi campeã atingindo nota máxima em todos os quesitos.
Aos 22 anos entrou para a Polícia Civil assumindo o cargo de Investigador, severo vivia prendendo prostitutas e malandros. No dia 13 de dezembro de 1965, após abordar um caminhão foi surpreendido pelo motorista que lhe deu 5 tiros, um deles se alojou na medula óssea o tornando paralítico. Logo depois foi obrigado a se afastar da profissão e passou a se dedicar à sua vida artística.
Sua vida e obra se transformaram em seus sambas podemos notar o doloroso e sereno diálogo com a deficiência e morte pressentida. Recolheu-se em casa não recebia praticamente ninguém, foi um custo para os amigos como Martinho da Vila e Bibi Ferreira trazerem-no de volta.
Os pagodes voltaram a acontecer no fundo do quintal de Candeia que comandava tudo de seu trono de rei, a cadeira que nunca mais abandonaria.
1975 foi um ano importante para Candeia quando fundou junto com Nei Lopes e Wilson Moreira o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo, que deveria carregar a bandeira do samba autêntico, sobre os objetivos da nova escola ele dizia “Escola de Samba é o povo na sua manifestação mais autêntica! Quando o samba se submete as influências externas, a escola de samba deixa de representar a cultura do nosso povo.”
No mesmo ano de 75, Candeia compunha Testamento de Partideiro, onde dizia: Quem rezar por mim que o faça sambando.
Em 78, ano de sua morte, gravou “Axé! Gente amiga do samba” e publicou seu livro escrito juntamente com Isnard: Escola de Samba, Árvore que perdeu a Raiz.

Samba de Roda foi lançado em 1975 pela gravadora Tapecar, disco que Candeia mostra alguns resultados de sua pesquisa de arte negra adaptando e interpretando diversos motivos folclóricos da Bahia e algumas outras canções.
O álbum inteiro é maravilhoso do começo ao fim, parece que estamos no fundo do quintal de Candeia participando da roda.

01. brinde ao cansaço (Candeia)

02. conselhos de vadio (Alvarenga)

03. alegria perdida (Candeia - Wilson Moreira)

04. camafeu (Martinho da Vila)

05. sinhá dona da casa (Candeia - Netinho)

06. acalentava (Candeia)

07. seleção de Partido Alto: samba na tendinha (Candeia) / já clareou (Dewett Cardoso) / não tem veneno (Candeia - Wilson Moreira) / Eskindôlelê (Candeia) / Olha hora Maria (Folclore adpt. Candeia)

08. motivos folclóricos da Bahia: a- capoira: Ai, Haydê (Folclore) / Paranauê (Folclore adpt. Candeia); b- maculelê: Sou eu, sou eu (Folclore) / Não mate homem (Folclore adpt. Candeia); c- candomblé: Deus que lhe dê (Folclore) / Salve! Salve! (Folclore adpt. Candeia); d- Samba de Roda: Porque não veio (Folclore adpt. Candeia)

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...Bon Voyage!

ao som de Camefeu e Sinhá Dona da Casa