quarta-feira, maio 28, 2008

4 maravilhas musicais

Em gratidão aos mais de 70.000 visitantes do blog ai vai 4 maravilhas musicais de presente

Primeiro disco do compositor, cantor, improvisador, calangueiro e diretor de harmonia Xangô da Mangueira leva o nome de como era conhecido na época de seu lançamento (1972) O rei do partido alto. Muita cadencia, coros, palmas e harmonia nesses partidos cantados pela voz forte de Xangô irradiam uma alegria popular tipicamente brasileiros.

'Sou eu o diretor de harmonia/aviso para entrar a bateria/sou eu quem manda o mestre-de-sala/se apresentar a porta-bandeira Maria/se estou errado me perdoa/eu sou o samba em pessoa/você já pensou/quando a velhice chegar/e eu não puder mais sambar'

1. Moro na Roça
2. Quando vim de Minas
3. Se o Pagode é Partido
4. Cheguei no Samba
5.Que Samba é Esse
6. Se Tudo Correr Bem
7. Pequenininho
8. Recordação de um Batuqueiro
9. Quem não te Conhece é que te Compra (Tiro no Escuro)
10. Arigó
11. Diretor de Armonia
12. Olha o partido
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Projeto organizado pelo produtor e baixista Bill Laswell em parceria com três mestres da tabla o turco Trilok Gurtu, os indianos Zakir Hussain e Ustad Sultan Khan e os dj's anglo-indianos Karsh Kale e Talvin Singh. O som é uma viagem sem fim, repleto de texturas e mistério, junta a tradicional tabla com batidas eletrônicas o resultado é maravilhoso impossível ficar parado escutando.
curiosidade:
O ritmo da música indiana compreende longos ciclos, geralmente de 16 beats. Estes ciclos recorrentes chamam-se tala. Cada tala possui um ponto diferente de ênfase, o que resulta em uma quase infinita gama de possibilidades. Percussionistas indianos costumam estudar até 16 horas diárias durante anos, para alcançar o objetivo de dominar os milhares de padrões possíveis nas tablas (os grandes mestres são diferenciados dos meros tocadores com a denominação "ustad").

1. Secret Channel
2. Magnetic
3. Audiomaze
4. Don't Worry
5. Palmistry
6. Devotional
7. Big Brother
8. Triangular Objects
9. Biotech
10. Alla
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Bela dica de um visitante do blog Sahib Shihab é saxofonista e flautista, foi um dos primeiros jazzistas a se converter ao islã e mudou de nome em 1947, possui tanto discos solos como tocou com grandes mestres do jazz como Thelonius Monk, Dizzy Gillespie, Quincy Jones, Chico Hamilton entre outros.
Summer Dawn foi lançado em 1964 é uma verdadeira jazzeria leve e explosiva com sopros fantásticos e parte rítmica de arrebentar. Valeu LeoRasta!!!
Participam do álbum:
Artwork By [Cover] - Stephan Boeder
Bass - Jimmy Woode
Bongos - Joe Harris
Composed By -Sahib Shihab
Drums - Kenny Clarke
Engineer - Wolfgang Hirschmann
Other [Liner Notes] - Nat Jungnick
Piano - Francy Boland - Francy Boland
Producer [Supervision] - Gigi Campi
Saxophone [Alto, Baritone], Flute - Sahib Shihab
Trombone - Ake Persson
01. Lillemor
02. Please don't leave me
03. Waltz for seth
04. Campi's idea
05. Herr fixit
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Repostagem dessa compilação que é na verdade uma grande pérola jamaicana recheada com a fina nata do roots, lançado pelo Studio One uma seleção de 16 tracks simplesmente fantásticos!
Só o fino do roots...

0 1. Meditation
02. Natty Don't Go
03. Africa Here I Come
4. Lumumbo
5. Addis a Baba
6. Set Me Free
7. Far Beyond
8. More Creation
9. Blackish White
10. Fear Not
11. Drum Song
12. Africa
13. School Children
14. You'll Get Your Pay
15. Congo Rock
16. African Challenge
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... Bon Voyage!
ao som de more creation - lennie hebert

sexta-feira, maio 16, 2008

dose dupla - multipercussionista


Trilok Gurtu é um índio percussionista e compositor nascido em Bombaim no dia 30 de outubro de 1951 filho de Shobha Gurtu que era cantora, sua música é uma verdadeira viagem entre “world music” , jazz-rock e eletrônico.
Iniciou na tabla com apenas 5 anos mais tarde indo estudar o instrumento com Abdul Karim, na década de 70 começou a se interessar por jazz e chegou a tocar com grandes jazzistas como Don Cherry, Terje Rypdal e Charlie Mariano.
Trilok Gurtu é um multipercussionista com uma longa discografia entre solo e colaborações realizadas, além disso é um músico que já ganhou muitos prêmios, eleito 7 vezes melhor percussionista pela Downbeat, eleito melhor percussionista do mundo em 1999, e 3 vezes consecutivas 2002,2003,2004 no BBC Radio.
The Glimpse foi lançado em 1997 percussão maravilhosa rica e explosiva, explora também os vocais tradicionais em hindu e não estranhem se perceberem uma certa brasilidade nas músicas, Trilok na verdade adora o nosso país ta sempre fazendo um show rápido por aqui já gravou álbum com Nana Vasconcelos aliás quase sempre tocam juntos aqui.
Apreciem sem a menor moderação....

1. Cherry Town
2. 1-2 Beaucoup
3. Law Years
4. A Ilha Do Caju
5. Future Heat
06. Glimpse
07. Don
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Antes de falar sobre Dom Um Romão e sobre o disco quero dar um aviso a todos: Toquinho, Roberto Menescal, Alaíde Costa e outros fazem show gratuito Bossa Nova na Garoa em SP neste domingo no Pq Villa-Lobos em homenagem aos 50 anos da bossa nova. mais infos

O percussionista e baterista nasceu no dia 3 de agosto de 1925 no Rio de Janeiro, seu pai era baterista e o influenciou tanta na música brasileira quanto na africana. Dom Um se tornou profissional no final dos anos 40, tocando bateria em orquestras de dança e acabou sendo contratado pela orquestra da Rádio Tupi.
Em 1955 no Beco das Garrafas formou o Copa Trio junto com o pianista Toninho e o baixista Manuel Gusmão. No ano de 1958 participou do marco inicial da bossa nova, o álbum de Elizeth Cardoso “Canção do Amor Demais”. Em 1961, Romão tocou com Sérgio Mendes no Sexteto Bossa Rio, no Festival Sul-americano de Jazz (no Uruguai). Em 1962, com o Bossa Rio, participou do Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall, em New York. Com Cannonball Aderley, ele gravou o álbum “Cannonball’s Bossa Nova” (Riverside).
Com o Copa Trio participou de o Fino da Bossa em 1964, sendo a primeira vez que a bossa nova foi lançada na cidade de São Paulo, seu primeiro álbum, “Dom Um”, foi gravado no mesmo ano. Com pianista Dom Salvador e o baixista Miguel Gusmão surgiu a nova formação do Copa Trio, que acompanhou vários cantores na boate Bottle’s, no Beco Garrafas, inclusive o Quarteto em Cy. O trio ao se unir a Jorge Ben, acabaram formando o Copa 4.
Em 1965, ele participou do primeiro álbum de Flora Purim (então sua esposa), “Flora é MPB”(RCA). No mesmo ano, ele foi convidado por Norman Granz para se mudar para os EUA, onde gravou com Stan Getz e Astrud Gilberto, seguindo depois para a Europa. Sendo muito requisitado, Dom Um gravou muitos álbuns, inclusive com Tom Jobim. Romão se juntou ao Brasil 66 de Sérgio Mendes para gravar “Fool on the Hill”(A&M) e para excursionar ao Brasil (1966).
Já em 1971, Romão substituiu o Airto Moreira no Weather Report. Em 1973, ele gravou seu primeiro álbum de solo no EUA, “I Sing the Body Electric”, e na seqüência, “Spirit of the Times”. No mesmo ano, ele viajou com Blood, Sweat and Tears. “Hotmosphere” seu terceiro álbum,foi gravado em 1976. Dono do estúdio Black Beans em Nova Jersey, Dom Um acabou se mudando para a Suíça no início dos anos oitenta.
Em 1985, atuou, como percussionista de seu Quinteto Dom Um Romão, integrado também por Izio Gross (piano), Wilson D'Oliveira (sax-tenor), Hal Thurmond (bateria) e Norbert Domling (baixo), no I Festival de Jazz de Lisboa (Portugal). Com esse grupo, acompanhou diversos artistas norte-americanos, como Tonny Bennett e Robert Palmer, além de ter atuado com o conjunto Blood, Sweat and Tears.
Esteve algumas vezes no Brasil na década de 1990, realizando shows.
Em 1992, apresentou-se com o projeto "Som das ondas", realizado na Praia do Arpoador (RJ).
No ano seguinte, lançou o CD "Saudades".
Em 1998, esteve novamente no Brasil, realizando show pelo projeto "Quintas Acústicas" na Casa de Cultura Laura Alvim (RJ). Nessa ocasião, realizou workshop sobre bateria no Teatro da Cultura Inglesa (SP). Ainda em 1998, lançou o CD "Rhythm traveller", além de ter participado da gravação dos CDs de Itamara Koorax e Nélson Ângelo.
Morreu no Rio de Janeiro no dia 26 de julho de 2005.

Spirit of the times foi lançado em 1973 nos EUA brazuca jazz do bom do começo ao fim!


01 - Shake (Ginga Gingou)
02 - Wait On The Corner
03 - Lamento Negro
04 - Highway
05 - The Angels
06 - The Salvation Army
07 - Kitchen
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...Bon Voyage!

ao som de Shake - Dom Um Romão

quarta-feira, maio 07, 2008

Grrr



Repostagem do álbum GRRR, que aliás foi o primeiro postado aqui no Notas Agudas, aproveitem...
O trompetista Hugh Masekela nasceu em Johannesburg (África do Sul) em 1939, ganhou seu primeiro trompete, em 1954, do padre Dom Trevor Huddleston que era um importante ativista anti-apartheid. Rapidamente Hugh dominou o instrumento e ajudou na formação do Huddleston Jazz Band orquestra de jovens formada na escola onde padre Huddleston era capelão.
Depois do 21 de março de 1960 Sharpville Massacre onde 69 africanos protestavam pacificamente a aprovar leis, ao longo das milhares de concidadãos seus companheiros foram impiedosamente ceifadas para baixo, a consequente nacional causou indignação do governo para proclamar um estado de emergência e à proibição de reuniões com mais de dez pessoas.
À medida que a brutalidade do Apartheid aumento, Hugh finalmente deixou o país com ajuda de amigos indo primeiramente a Londres e depois EUA, onde se juntou a Miriam Makeba. Os músicos Herry Belafonte, Dizzy Gillepsie e John Mehegan o ajudaram a conseguir admissão na Escola de Música de Manhattan (NY).
Hugh então começou a gravar, ganhando avanço com The Americanization of Ooga-Booga produzido por Tom Wilson, o mesmo de Bob Dylan e Simon & Garfunkel's. Em 67 gravou temas importantes da sua carreira como Promise of A Future e Grazing in the Grass.
Na década de 70 ele já havia alcançado reconhecimento internacional, então ele volta a morar na África passando por diversos países Guiné, Libéria e Gana onde gravou jundo com Dudu Pokwana o histórico Home is where Music is.
Em 1973 conhece Fela Kuti na Nigéria, o groove entra mais em seu jazz, nos próximos 5 anos produziu uma seqüência quebrando recordes The Marketplace, Ashiko., “The Boy’z doin it”, Vasco Da Gama, African Secret Society and the evergreen Stimela. Depois de um turnê de dois álbuns realizados com Miriam Makeba e Herp Albert no dia de natal de 1980 num concerto em Lesoto reuniram 75.000 pessoas após 20 anos de afastamento da região.
Finalmente em 1991 com o fim do apartheid e a liberação de Nelson Mandela ele pode lançar sua primeira turnê no seu país África do Sul.
O jazz de Masekela é puro, explosivo, muito influenciado pelos ritmos Brasileiros, uma verdadeira pérola de um jazzista que sempre lutou pela igualdade racial e pelo seu povo.

1. U, DWI
2. Zulu And The Mexican
3. Emavungweni
4. Ntjilo-Ntjilo
5. Sharpville
6. Umaningi Bona
7. Sipho
8. Kwa-Blaney
9. Mra
10. Phatsha-Phatsha
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... Bon Voyage!
ao som de Emavungweni